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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Homem, de 36 a 45 anos



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BLOG DO MARCOS GROSS


OS SEGREDOS DOS CÓDIGOS DA COMUNICAÇÃO

Paulo, um brasileiro recém-chegado a Frankfurt, flertou – por meio de olhares – com uma bela alemã no saguão do aeroporto. Em seguida, percebendo os sinais não verbais enviados pelo jovem, a garota tomou a iniciativa, aproximou-se e disse ao paulistano: Kannst Du mir Deine Telefonnummer geben? Como reação, o rapaz ficou paralisado e sem ação diante da garota germânica.

 Obviamente, Paulo não dominava a língua local e não compreendeu – em alemão – que a moça estava realmente “a fim dele”, pois – na tradução para o português – ela perguntara “qual era o seu número de telefone”. Uma oportunidade foi perdida para Paulo porque não dominava o “código alemão”.

 Línguas (portuguesa, espanhola, alemã ou francesa) são códigos, sistemas de sinais centrais na comunicação humana. Pessoas que não dominam determinada língua não compreendem a “lógica do código” desse idioma. Quando estudamos uma língua estrangeira, dedicamos muitos anos para decifrar códigos diferentes do nosso sistema nativo. Operadores de aeroportos, seguranças, médicos e analistas de TI utilizam seus próprios códigos profissionais. Para cada área de atuação existe uma linguagem específica que configura um código comum.

 Temos códigos abertos e fechados na comunicação. Os códigos fechados são mensagens convencionadas que não permitem dupla interpretação ou ambiguidade na interpretação. Já os códigos abertos permitem múltiplas leituras e significações. Os códigos oferecem ordem nas relações sociais, pois é através deles que as pessoas compartilham – sem ruídos – das mesmas mensagens.

 Se um diretor afirmasse que as vendas precisariam aumentar em 5% em relação ao ano anterior (acima de 550 mil itens), o código verbal seria claro, exato e “fechado”, ofertando parâmetros definidos aos receptores. Mas se o mesmo gestor declarasse “que nesse ano precisamos vender mais”, o resultado seria um recado vago e impreciso, pois a palavra “mais” – nesse contexto – levaria a múltiplas interpretações “abertas”. O que o diretor quis dizer com o termo “mais”: vender acima de 1%, 12% ou 30%? Confusão da equipe na certa.

 Todo motorista sabe – ao observar o semáforo de trânsito – que o sinal verde significa que o carro pode “avançar” e o vermelho comunica “parar”. Nas escolas, o sinal sonoro no final da manhã indica que aula se encerrou. Sinalizadores de “perigo, alta tensão”, “não pise na grama”, “lixo radioativo”, “cargas tóxicas” são códigos fechados conhecidos que podem ser facilmente reconhecidos pelas pessoas.

 Esses exemplos mostram como os códigos visuais fechados possibilitam aos receptores identificarem de forma imediata um determinado conceito, neutralizando qualquer ambiguidade. Para sobreviver na “selva” da comunicação, é bom compreender os códigos ao nosso redor e estar atento às mensagens “abertas” das pessoas. Fim da mensagem.

 

Marcos Gross Scharf

Diretor da McGross – treinamento e consultoria

Mestre e especialista em Gestão de comunicação

Autor do livro “Dicas Práticas de comunicação” (editora Trevisan)

 

www.mcgross.com.br



Escrito por Marcos Gross às 16h27
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