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BLOG DO MARCOS GROSS


FOFOCA S.A

 Desde que o “mundo é mundo”, a fofoca tem poder nas rodas familiares, entre amigos e nas corporações. Revistas, programas de TV e blogs especializados exploram a curiosidade sobre a vida das celebridades e faturam alto com o mundo alheio. 

 Nas empresas, a voz dos corredores tem mais força que as falas oficiais dos gestores nas reuniões e nas comunicações da própria organização, disseminando “notícias” sobre colaboradores de todos os escalões.

 Por que as pessoas adoram “fofocar” e escutar as últimas notícias da “rádio peão”, bisbilhotando o mundo dos outros?

 A fofoca sempre carrega um “quê” de algo proibido, extraoficial, clandestino e oculto. As fofocas contam histórias geralmente sobre os bastidores dos eventos, revelando fatos que não foram declarados “oficialmente” pelos participantes.

 Quando alguém de “fora do círculo” descobre algo sobre alguém, acha que conquistou um troféu ou tem informação privilegiada, um conteúdo de primeira mão. Existe um interesse e uma verdadeira compulsão pelas “últimas novidades”. Algo que tire as pessoas do tédio. O mundo das fofocas se alimenta disso.

 Líderes estrategistas incentivam e coletam as fofocas transmitidas pelos seus subordinados para se manterem informados sobre o que acontece na linha de frente da empresa. O famoso sujeito “leva e traz” se encarrega de abastecer o sistema e manter os gestores atentos aos bastidores.

 Há também os fofoqueiros inconsequentes e irresponsáveis. Eles espalham notícias sem analisar se são verdades ou não. Não sabem filtrar a procedência da informação e espalham mentiras para os outros como “rastilho de pólvora”. O instinto de fofocar é mais forte que o bom senso. 

 Na fofoca mal-intencionada, seus praticantes gostam de tripudiar os seus desafetos, desqualificando e inventando inverdades sobre as pessoas. Não é raro ocorrer distorções sobre os fatos e utilização de palavras fora de contexto, criando uma rede de intrigas e conflitos no meio corporativo.

 Indivíduos invejosos também adoram fofocar para vingar as suas frustrações. Nesse caso, sentem prazer em descobrir pontos fracos das pessoas que são alvo dos rumores a fim de multiplicar suas “notícias” para o maior número de pessoas possível.

 É interessante notar que o fofoqueiro se compraz ao espalhar suas informações. Sente que tem poder, como se fosse um repórter emitindo uma informação estratégica. Fim da mensagem.      

 Marcos Gross Scharf

Diretor da McGross – treinamento e consultoria

Doutorando, Mestre e especialista em Gestão de comunicação

mcgross@uol.com.br



Escrito por Marcos Gross às 19h07
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