Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Homem, de 36 a 45 anos



Histórico


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis


 
 
BLOG DO MARCOS GROSS


Resultado de imagem para on stage actor

DENTRO DO PALCO, FORA DO PALCO

 A Disney tem uma filosofia inteligente de atendimento a clientes que pode ser aprendida por várias organizações. Nos treinamentos dos funcionários da empresa, o lema que eles adotam é: “você está dentro ou fora do palco?”.

 Quando um prestador de serviços está atendendo um cliente encontra-se “dentro do palco”. Isso significa que está visível ao consumidor e expõe – sob os olhares atentos da clientela – seus movimentos, postura corporal, atitude, simpatia e vestuário.

 Nessa condição, o atendente é alvo de uma avaliação atenta dos clientes. Eles observarão cada gesto, sorriso (expressão facial), se sua roupa está adequada ao perfil do estabelecimento, padrões de higiene e se demonstra disposição em atendê-los.

 Como os artistas, quando o colaborador está “no palco”, os consumidores podem assistir ao espetáculo e avaliarão a performance dos atendentes. Dependendo da atuação, o cliente volta e fica fã da empresa/marca. Se o “show” for desagradável, o atendente decepcionará o público e será mais difícil trazê-lo novamente à loja/empresa/instituição.

 É difícil recuperar um cliente que se sente mal-atendido. A imagem negativa fica cristalizada na sua mente, os produtos, serviços e o nome da marca ficam associados a sensações de mal-estar que perduram por anos.

 Os atendimentos são baseados em experiências únicas de relacionamento. Se durante uma apresentação de um produto ou serviço, o atendente não oferece um momento especial e agradável, todo o negócio poderá se perder. Um cliente insatisfeito multiplica sua insatisfação para pelo menos 10 pessoas, que repassarão a notícia para 10x10x10. O estrago é grande!

 Quando estamos “fora do palco”, isto é, nos momentos em que ficamos a uma boa distância dos clientes, podemos relaxar a nossa postura e comportamento. Isso acontece nos lares, no âmbito privado e nas rodas de amigos, onde imperam a descontração.

 Dentro do palco, as organizações devem ter “tolerância zero” com desleixo, indolência, falta de entusiasmo e má vontade.

 No Brasil, por conta das deficiências educacionais e da ausência de programas de treinamento nas empresas, algumas pessoas confundem o público e o privado, adotando comportamentos inconvenientes que deveriam estar “fora do palco”.  Fim da mensagem.

  

Marcos Gross 

Diretor da McGross – treinamento e consultoria

Mestre e especialista em Gestão de comunicação

 

www.mcgross.com.br



Escrito por Marcos Gross às 17h23
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



http://img1.olhardigital.uol.com.br/uploads/acervo_imagens/2016/03/20160317110703.jpg

A GERAÇÃO WHATSAPP E SEUS EFEITOS

Nos últimos anos, o envio de mensagens de textos e símbolos multiplicou-se por ser uma forma rápida e prática de mandar um recado, usando pouquíssimos caracteres. 

Mensagens de texto são consequência de uma sociedade que imprime grande velocidade para todas as tarefas que executamos. As mensagens são enviadas de forma rápida e sem complicação. Eles não consomem tempo de quem os envia nem de quem as recebe. 

É surreal imaginar que no século passado, uma simples correspondência demorava meses para chegar ao destinatário, atrasando qualquer tomada de decisão. Com os suportes digitais, o intercâmbio é instantâneo e facilita obtermos de feedback imediato dos acontecimentos.

Uma das características mais marcantes das mensagens do Whatsapp é a abreviação de palavras. Na ansiedade de mandar um texto, “você” é substituído por “vc”, “aqui” vira “aki” e “hoje” se transforma em “hj”.

É comum o redator de torpedos ignorar completamente os acentos das palavras; termos como “já”, “está” e “olá” são grafados como “ja”, “ta” e “ola”, desprezando as normas ortográficas.

Para os preguiçosos, os torpedos são uma “mão na roda” porque funcionam como atalhos simplificados das ideias que são transmitidas.

Uma geração inteira está aprendendo a escrever por meio desses caracteres. Estão familiarizados com as fragmentações que caracterizam as linguagens digitais e vão – pouco a pouco – se condicionando a escrever somente textos abreviados.

O problema é que – familiarizados somente com a linguagem do Whats – essa “galera” não se mostra capaz de lidar com textos mais complexos, que exigem vocabulário, articulação de linguagem e competência para ordenar frases e parágrafos em uma sequência lógica. 

A experiência tem mostrado que a “geração whats” tem dificuldade de redigir e-mails, relatórios e monografias, documentos que exigem introdução, desenvolvimento e conclusão de ideias.

Nem sempre a abreviação das palavras dá conta de fatos complicados que precisam ter sentido e elaboração. Os textos são práticos, mas complicam a vida de quem precisa explicar as coisas com mais clareza. Fim da mensagem. 

 

Marcos Gross Scharf

Diretor da McGross – treinamento e consultoria

Doutorando, Mestre e especialista em Gestão de comunicação 

www.mcgross.com.br



Escrito por Marcos Gross às 20h07
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



http://www.altasimtechnologies.com/wp-content/uploads/2013/03/company-2000x456.jpg

GRANDES EMPRESAS, GRANDES PROBLEMAS DE COMUNICAÇÃO

 Administrar um pequeno comércio com cinco funcionários é relativamente fácil. O dono interage com poucas pessoas e geralmente tem contato direto com sua equipe. Se acontece algum problema, o chefe conversa com os funcionários e tudo se resolve logo e ali mesmo, no local de trabalho.

 À  medida que aumenta o número de funcionários de uma organização, mais complexo fica o relacionamento entre as equipes. Mais “nós” são criados entre as pessoas e todos ficam suscetíveis à confusão e a mal-entendidos.

 Existe um mito corporativo que diz que quando o presidente elabora e transmite uma mensagem, os colaboradores assimilarão exatamente e precisamente o teor desta mensagem. Bobagem! É impossível controlar os pensamentos de cada indivíduo. Os seres humanos distorcem tudo!

 Se fossemos autômatos, seria mais fácil: reproduziríamos com precisão tudo o que foi repassado, mas não funciona assim com a mente humana. Nossa imaginação é fértil, nossas interpretações dos fatos são distorcidas e estamos cheios de más ou boas intenções que alteram o rumo das coisas e da vida alheia.

 Além de tudo, somos “seres emocionais”. As emoções afetam nossas percepções e ameaçam a nossa estabilidade nas ações e tomadas de decisão, o que causam deformações no modo como encaramos problemas, relacionamentos e situações do cotidiano.

 Não sabemos o que se passa no interior das pessoas. Quais são seus medos? O que estão planejando ou maquinando? O que estão omitindo? Por que não estão sendo sinceras e por que não se posicionam sobre determinado assunto? A falta de transparência nos relacionamentos cria um jogo de esconde-esconde que nos afasta dos verdadeiros acontecimentos. 

 Para agravar, a sociologia já provou que indivíduos isolados agem de maneira diferente quando participam de um grupo. Os “times” não são necessariamente a soma das individualidades, mas se comportam de maneira singular, muitas vezes de forma imprevisível.   

 No mundo contemporâneo há muita diversidade de pensamento, valores e culturas. Não somos uma massa homogênea. Isso significa que em uma grande corporação, onde existem 30 mil funcionários, existem 30 mil cabeças diferentes pensando ao mesmo tempo e tentando falar uma linguagem comum.

 A tarefa dos gestores e profissionais de RH é tentar minimizar o ruído, procurando administrar uma orquestra com milhares de instrumentos sob a mesma melodia e ritmo. Uma tarefa para um grande maestro. Fim da mensagem.

 

 Marcos Gross Scharf

Diretor da McGross – treinamento e consultoria

Doutorando, Mestre e especialista em Gestão de comunicação

www.mcgross.com.br



Escrito por Marcos Gross às 15h35
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



FOFOCA S.A

 Desde que o “mundo é mundo”, a fofoca tem poder nas rodas familiares, entre amigos e nas corporações. Revistas, programas de TV e blogs especializados exploram a curiosidade sobre a vida das celebridades e faturam alto com o mundo alheio. 

 Nas empresas, a voz dos corredores tem mais força que as falas oficiais dos gestores nas reuniões e nas comunicações da própria organização, disseminando “notícias” sobre colaboradores de todos os escalões.

 Por que as pessoas adoram “fofocar” e escutar as últimas notícias da “rádio peão”, bisbilhotando o mundo dos outros?

 A fofoca sempre carrega um “quê” de algo proibido, extraoficial, clandestino e oculto. As fofocas contam histórias geralmente sobre os bastidores dos eventos, revelando fatos que não foram declarados “oficialmente” pelos participantes.

 Quando alguém de “fora do círculo” descobre algo sobre alguém, acha que conquistou um troféu ou tem informação privilegiada, um conteúdo de primeira mão. Existe um interesse e uma verdadeira compulsão pelas “últimas novidades”. Algo que tire as pessoas do tédio. O mundo das fofocas se alimenta disso.

 Líderes estrategistas incentivam e coletam as fofocas transmitidas pelos seus subordinados para se manterem informados sobre o que acontece na linha de frente da empresa. O famoso sujeito “leva e traz” se encarrega de abastecer o sistema e manter os gestores atentos aos bastidores.

 Há também os fofoqueiros inconsequentes e irresponsáveis. Eles espalham notícias sem analisar se são verdades ou não. Não sabem filtrar a procedência da informação e espalham mentiras para os outros como “rastilho de pólvora”. O instinto de fofocar é mais forte que o bom senso. 

 Na fofoca mal-intencionada, seus praticantes gostam de tripudiar os seus desafetos, desqualificando e inventando inverdades sobre as pessoas. Não é raro ocorrer distorções sobre os fatos e utilização de palavras fora de contexto, criando uma rede de intrigas e conflitos no meio corporativo.

 Indivíduos invejosos também adoram fofocar para vingar as suas frustrações. Nesse caso, sentem prazer em descobrir pontos fracos das pessoas que são alvo dos rumores a fim de multiplicar suas “notícias” para o maior número de pessoas possível.

 É interessante notar que o fofoqueiro se compraz ao espalhar suas informações. Sente que tem poder, como se fosse um repórter emitindo uma informação estratégica. Fim da mensagem.      

 Marcos Gross Scharf

Diretor da McGross – treinamento e consultoria

Doutorando, Mestre e especialista em Gestão de comunicação

mcgross@uol.com.br



Escrito por Marcos Gross às 19h07
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



 

PROJETOS MOTIVAM PESSOAS

Muitas organizações hoje se veem diante de um grande desafio. Como mobilizar  funcionários desanimados e desmotivados? Como reter talentos e manter os colaboradores focados no serviço durante uma jornada de trabalho tediosa e pouco estimulante para o funcionário?

 De tempos em tempos, as empresas organizam megaconvenções onde animadores empolgados procuram incentivar os funcionários com as mais diversas técnicas de comunicação. O comando corporativo empreende esforços para estimular a equipe por meio de palavras de ordem, vídeos e vivências em resorts afastados do estresse do dia a dia.

Nesse tipo de evento é comum o alto comando empreender esforços para “energizar” as equipes. Gritos de guerra e frases de efeito como “somos os melhores”, “somos os campeões”, “hip hip hurra” etc. dominam esses encontros. Chegam ao ponto até de imitar grupos militares de maneira caricatural e grotesca.

Não quero ser pessimista nem negativo, mas esse tipo estratégia comunicacional não funciona e não motiva ninguém por muito tempo. Um dia após a convenção, a melancolia e o desânimo voltam à rotina corporativa.

O incentivo não funciona porque não leva em conta os aspectos interiores de cada ser humano. Herzberg diz que as razões que mais mobilizam as pessoas – de maneira mais profunda – são estimuladas por fatores “internos” como crenças, valores, sonhos e, principalmente: projetos.

Segundo o dicionário Houaiss, a palavra projeto vem do latim projectus, ação de lançar para frente, extensão, plano, ideia, intenção de fazer algo no futuro.

Os projetos são a alavanca mais poderosa que mobiliza as coisas, pois  transportam as pessoas para um mundo onde suas idealizações e fantasias têm a possibiidade de se concretizar.

Ultimamente, as empresas têm ignorado os projetos dos seus colaboradores, sem perceber o poder que eles possuem para inspirar e motivar os indivíduos diante das situações mais desafiadoras do trabalho.

Graças aos projetos, as coisas podem se materializar na empresa e na vida das pessoas.

Existem projetos coletivos; ideias grandiosas que foram propostas por Jesus, Moisés, Gandhi e Madre Teresa de Calcutá. Existem outros, individuais, como a casa própria, o sítio, o “carrão”, os estudos do filho, a viagem especial e o casamento.

Projetos são energizadores mais potentes e produtivos que os gritos dos gestores.

As organizações precisam aprender que os projeto são o único antídoto contra os aborrecimentos do dia a dia como o trânsito, os clientes furiosos e a competição acirrada de concorrentes.

Quando os projetos estão em dia, as coisas se realizam nas empresas. Acorde para os projetos e sonhe com os “pés nos chão”. Fim da mensagem.

Marcos Gross Scharf

Diretor da McGross – treinamento e consultoria

Doutorando, Mestre e especialista em Gestão de comunicação

www.mcgross.com.br



Escrito por Marcos Gross às 18h20
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



how_to_balance-600x337

 

SUCESSO = RESULTADO X RELACIONAMENTO

 

Sem hipocrisia, temos que reconhecer que, no mundo competitivo em que vivemos, o que importa são os resultados. Muitos atletas e equipes jogam bem, dão show, mas na hora H, no momento em que devem decidir a partida, perdem o jogo decisivo e frustram dirigentes e torcedores. É uma decepção sair derrotado de qualquer competição.

 Se você vai a um médico se queixando de dor, a expectativa é que, em pouco tempo, o doutor solucione seu problema por meio de um tratamento e medicamentos eficazes. Caso isso não aconteça, você jamais indicará esse profissional a outro paciente, pois o médico não alcançou os resultados almejados.

 O mundo paga mais por resultados e é muito intolerante com o fracasso. Profissionais requisitados e bem remunerados são aqueles que resolvem problemas complexos. Tal qual ocorre com a medicina, espera-se que eletricistas, mecânicos, engenheiros, designers gráficos, entre outros, achem soluções que facilitem a vida das pessoas.

 Porém, o resultado não é conquistado somente mobilizando as pessoas para cumprir objetivos de trabalho, como se elas fossem meros softwares programados para executar tarefas.  

Ao importar modelos empresariais estrangeiros, muitas empresas ignoram o lado humano do trabalho e não percebem que a comunicação entre os próprios colaboradores é o fator-chave para alavancar negócios e resultados.

 Em países latino-americanos como o Brasil, nos quais a afetividade é muito destacada, o relacionamento entre os colaboradores não é mero apêndice da organização.

 Ao passar de 8 a 12 horas diariamente dedicadas exclusivamente ao trabalho, longe de casa e da família, o colaborador não pode se voltar somente às tarefas, metas, objetivos e atividades “técnicas”. Ele também precisa de contato, de intercâmbio e trocas nas quais suas ideias possam ser escutadas e valorizadas.

 Um ambiente onde há conexão entre as pessoas, em que os líderes dialogam ativa e constantemente com os grupos de trabalho, produz mais e melhor. Gera motivação, entusiasmo e alegria de compartilhar com clientes internos e externos. Existe uma equação inteligente no universo profissional ainda pouco explorada:

 Sucesso = resultado x relacionamento. Fim da mensagem.

 

Marcos Gross Scharf

Diretor da McGross – treinamento e consultoria

Doutorando, Mestre e especialista em Gestão de comunicação

www.mcgross.com.br



Escrito por Marcos Gross às 16h42
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



 

COMO DAR NOTÍCIAS RUINS ÀS PESSOAS

É muito fácil comunicar a uma equipe de trabalho que os resultados do trimestre foram excelentes, que os clientes estão satisfeitos com os serviços, que um profissional será promovido e terá aumento de salário. Esse é “lado light” da comunicação do cotidiano corporativo. Todo mundo quer ser porta-voz de mensagens positivas.

Na Antiguidade, reis e generais matavam mensageiros após escutarem a transmissão de notícias desfavoráveis. O “lado hard” das mensagens é o mais complicado de se dar e receber. Ele envolve dar recados pouco simpáticos como demissões, perdas de fatias de mercado e queda acentuada nas vendas. É claro que quem comunica coisas ruins às pessoas sofre desgastes. Líderes competentes sabem que devem comunicar notícias desagradáveis porque nem sempre se vive no “mundo do faz de conta”.

Fatos são fatos. É uma atitude imatura não reconhecê-los ou nos iludir tentando camuflar a realidade. A cabeça de um gestor pode estar nas nuvens, com seus projetos, sonhos e visões, mas a administração dos números da organização exige mantermos os “pés firmemente no chão” sob o risco do “barco organizacional” inteiro afundar.

Há dois tipos de abordagens que as pessoas costumam utilizar quando estão  diante de comunicar uma notícia ruim. A primeira é evitá-la, mascará-la ou mesmo fugir dela. Alguns pessoas adiam seus recados ao máximo ou permanecem em silêncio, deixando o cenário se deteriorar cada vez mais, pois é muito complicado transmitir uma mensagem que possa magoar seus colegas.

 

A outra abordagem é mais agressiva. O recado difícil é dado de maneira direta e fria, pegando o interlocutor de surpresa, deixando-o em estado de choque. A mensagem foi dada o mais rápido possível de forma “curta e grossa”. Nesse caso o moral do colaborador e da tropa “cai abaixo de zero” devido à forma como a notícia foi transmitida, gerando ansiedade quanto ao futuro.

No primeiro caso, a tática foi o da fuga da notícia ruim; na segunda abordagem, o gestor foi “seco demais”. Entre o preto e o branco, existe a escala de cinza.

Não concordo com as táticas anteriores. Fico com uma terceira alternativa. Acho que os gestores devem dar as notícias ruins com bastante franqueza, mostrando os dados. No entanto, acredito que eles devem, logo em seguida, mostrar aos seus seguidores perspectivas e possibilidade futuras, focando como é possivel a pessoa superar ou sair da situação desagradável.

O grande desafio é transformar a dificuldade da notícia ruim em oportunidade de superação e crescimento. Nos meomentos tensos, a mensagem ideal posiciona o interlocutor a respeito da verdade, mas aponta caminhos, luz e soluções para a saída do atoleiro. Batemos, mas assopramos imediatamente. Fim da mensagem.

 

Marcos Gross Scharf

Diretor da McGross – treinamento e consultoria

Doutorando, Mestre e especialista em Gestão de comunicação

www.mcgross.com.br



Escrito por Marcos Gross às 09h57
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



QUANDO A BUROCRACIA “TRAVA” A COMUNICAÇÃO...

 

Os manuais de administração nos ensinam que é preciso “controlar” qualquer processo de produção. A qualidade dos produtos ou serviços dependem da definição de certas regras que monitoram se está tudo dentro dos padrões definidos pela empresa. O controle é uma forma inteligente de “feedback” que assegura se estamos no caminho certo em qualquer atividade.

 

Se deixarmos os processos “ao Deus dará”, a empresa virá uma bagunça e perderá qualidade e competitividade. Até aqui, tudo bem...

 O problema é quando o controle passa a ser uma obsessão de todos os setores da organização, a todo o momento, obrigando o colaborador a registrar todas as suas ações e escritos em plataformas, correios eletrônicos internos, relatórios e memorandos. É como se o “Big Borther organizacional” acompanhasse o funcionário 24 horas por dia por sistemas e “capatazes corporativos digitais”.

 O excesso de controle literalmente trava a comunicação humana em sua espontaneidade e naturalidade. As pessoas simplesmente desaprendem a ser criativas e começam viver em função do que os “manuais, protocolos e procedimentos” orientam. Sendo assim, passam a ficar inseguras e “robotizadas” nas suas falas e textos, pois tudo o que fazem deve ser literalmente registrado e virar “ocorrência” para o “bem” da organização.

 Caso se recusem a registrar esses eventos, dentro dos padrões estabelecidos, os colaboradores poderão ser punidos pela empresa por violação da “política interna”. Dessa forma, os funcionários são treinados a viver em função exclusiva das regras burocráticas e esquecem que a empresa é uma organização que precisa “ter jogo de cintura” com clientes internos prontos para atender os clientes externos.

 O funcionário forjado na burocracia se transforma em uma espécie de “zumbi corporativo”. Fica tão condicionado às normas e procedimentos que sua capacidade de raciocionar de forma livre fica bloqueada. É como se a criatividade de sua comunicação “travasse” em prol das regras da empresa.

 O mundo passa por mudanças constantes, profundas e imprevisíveis. É inconcebível imaginar um funcionário sem iniciativa, que ignora as dinâmicas do trabalho e responde somente a comandos burocráticos.

 O que se espera de um colaborador competente nos dias atuais? A expectativa é que os funcionários tenham liberdade para se expressarem e estejam “ligados”, “conectados”, “atualizados” para responder com agilidade aos problemas e demandas do dia a dia. As regras “acorrentam” as pessoas e sua capacidade de se comunicar. Controlar, sim; travar, jamais. Fim da mensagem.

 

Marcos Gross Scharf

Diretor da McGross – treinamento e consultoria

Doutorando, Mestre e especialista em Gestão de comunicação

www.mcgross.com.br



Escrito por Marcos Gross às 13h34
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



 

 

VIVENDO E APRENDENDO A SE COMUNICAR

Na infância, nossos primeiros “mestres” na arte da comunicação eram nossos pais e familiares. Aprendemos com eles, por meio de imitações de seus gestos e posturas cotidianas, a segurar um garfo, a se comportar à mesa e a selecionar o que poderia ser dito ou censurado nos ambientes públicos e privados.

Segundo os psicólogos, nossos principais comportamentos são programados em nossos cérebros até aproximadamente os sete anos de idade. Muitos se cristalizam, mas o ato de aprender com os outros prossegue até o final da vida.

Isso significa que os familiares foram nossos primeiros “modelos” de comunicação, aqueles referenciais que havíamos “copiado” para começar a moldar o nosso “jeito” de se expressar com o mundo. Afinal, a convivência diária nos ensinou muitas lições para a vida e à sobrevivência na sociedade.

Mais tarde, na adolescência, vieram os ídolos da TV, cinema, música. Cada geração se inspirou no estilo de um artista: a maneira como se vestem, o corte de cabelo, as expressões faciais, as atitudes e a articulação verbal. Quantos guitarristas aprenderam seu ofício observando “dias a fio” as habilidades de um Eric Clapton, Hendrix, Van Halen...

Tornamo-nos excelentes em qualquer atividade profissional quando observamos nossos ídolos, aquelas pessoas que admiramos por seu modo de agir, conversar e lidar com os desafios que se apresentam. Para o psicólogo Albert Bandura, ao prestar atenção ao modelo que nos parece ideal, podemos assimilar seus traços, incorporando suas melhores características.

Como posso me tornar um excelente comunicador? Um bom começo é observar as técnicas que os grandes palestrantes, atores, apresentadores de TV utilizam nos eventos. É preciso ficar atento como interagem com o público, de que modo seus corpos emitem mensagens aos receptores e como trabalham e variam com seu tom de voz a cada palavra pronunciada.

Se minha intenção é escrever melhor, devo ler artigos de jornal, livros e textos online com atenção redobrada, analisando a linguagem do articulista e como ele usa as palavras para se comunicar com os leitores. O hábito da leitura possibilita programar no subconsciente um repertório de palavras que pode ser usado em qualquer contexto pessoal e profissional.

Lembre-se que para ser um comunicador excelente é necessário combinar os traços do seu “modelo’ ao seu estilo. Não tente “clonar” as pessoas que você admira. Respeite a sua propria personalidade e crie sua identidade comunicacional. Fim da mensagem.    

Marcos Gross Scharf

Diretor da McGross – treinamento e consultoria

Doutorando, Mestre e especialista em Gestão de comunicação

www.mcgross.com.br



Escrito por Marcos Gross às 10h32
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



PRECISAMOS DE UM MAPA QUE NOS ORIENTE

Os mapas – sejam impressos ou por GPS – têm a função de orientar as pessoas no espaço. Quando alguém está perdido em uma localidade, ela precisa saber, primeiramente, onde está e para onde pretende ir. Sem mapas, a vida seria um caos, pois não teríamos nenhum ponto de referência ou objetivos definidos a atingir.

 O grande benefício dos mapas é oferecer uma visão geral de uma caminho, vislumbrando quais alternativas temos para chegar a um determinado destino, pois os mapas nos fornecem possibilidades de ação.

 Uma bom comunicador sabe usar um “mapa” quando interage com um interlocutor, seja para clarear uma ideia ou para mostrar um caminho. Qualquer mensagem bem-elaborada traz em si uma espécie de “mapa” orientador que reduz incertezas e permite a visualização dos eventos ao nosso redor.

 Uma reunião de planejamento nada mais é do que uma forma do gestor “compartilhar mapas” da sua visão da empresa com a equipe de colaboradores. Por trás de cada explanação, está a preocupação de que cada funcionário compreenda os passos que serão dados para que os objetivos organizacionais sejam alcançados.

 Gerentes confusos, que têm dificuldades de se expressar ou não estabelecem uma boa interlocução com seus funcionários, criam mapas que desorientam completamente times inteiros de profissionais. O acesso a um mapa equivale a ter clareza dos objetivos e metas que se quer atingir.

 Diversos palestrantes usam gráficos, escalas, fotografias, diagramas e simulações em suas preleções a fim de “mapear” conceitos abstratos. Se a plateia compreender os significados expostos com clareza, a mensagem será assimilada com sucesso, possibilitando que os receptores possam “materializar” tudo o que foi discutido.

 Não é raro, em algum momento da vida, que estudantes ou profissionais “entrem em crise” diante das suas incertezas sobre seu futuro no trabalho. Muitos se encontram frente uma verdadeira encruzilhada repleta de angústias e frustrações, hesitantes sobre que caminho seguir. É como se estivessem perdidos, sem mapas de orientação.

 Nessas horas difíceis, as pessoas precisam de um mapa que descreva o cenário onde estão inseridas. Por esse motivo que recorremos à orientação vocacional, um psicólogo, coach e escutamos um especialista que nos ilumine com um “novo mapa”, trazendo novas perspectivas que não tinhamos percebido anteriormente. Na dúvida, é sempre aconselhável consultar um mapa. Fim da mensagem.

 

Marcos Gross Scharf

Diretor da McGross – treinamento e consultoria

Doutorando, Mestre e especialista em Gestão de comunicação

 

www.mcgross.com.br



Escrito por Marcos Gross às 08h18
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



argument

NINGUÉM SE ENTENDE NESSA EMPRESA E AGORA?

 

O estômago “não vai com a cara” do baço. O intestino brigou com o rim. O esôfago não quer conversa com a vesícula biliar. O pulmão teve uma desavença com o coração. Se os orgãos do corpo humano brigassem entre si, qual seria a chance de sobrevivência?

As pessoas acham que nas empresas é diferente. Mas não é. Há várias organizações cujos departamentos estão em “pé de guerra” e com sérios riscos de não sobreviver à concorrência.

 

O departamento de produção “está de mal” com a marketing porque os estoques estão altos; o setor financeiro vive em conflito com a engenharia por conta dos custos dos projetos, que por sua vez, “anda às turras” com o TI, que não processa adequadamente os dados na plataforma. Acostumados à “doença crônica”, os colaboradores acham normal conviver com a “hipertensão corporativa”. 

 

Da mesma maneira que um paciente adoece devido ao desequilíbrio de suas funções, as empresas podem perecer em razão das suas tensões internas. Apesar de absurdo, grande parte das empresas brasileiras vivem uma espécie de “guerra civil” entre seus colaboradores, afetando a qualidade de entrega de seus produtos e serviços. 

O motivo dos atritos entre os setores podem ser devido ao “ego inflado” de alguns gestores, vaidade, poder, resistências, disputa por verbas ou conflitos de metodologia de trabalho. Enquanto as seções da organização brigam entre si, o “organismo empresarial” vai se deteriorando até que chega o dia que ele vai em definitivo para a UTI e não volta mais à vida.

 

Independente das causas desses estranhamentos, departamentos que não se comunicam por conta de conflitos pessoais e administrativos acabam por “quebrar” cadeias de produção e sinergias das equipes, levando a queda da qualidade. Cada agrupamento de uma organização possui um elo com os demais. Se uma parte não se “conecta” com a outra, fornecendo constantes feedbacks, tudo pode se desalinhar. É como time de futebol cujo defesa não tem ligação com o meio de campo e ataque. Desse jeito, como a equipe fará gols e vencerá a partida?

 

Um gestor competente, uma espécie de “clínico geral” da organização, tem que estar treinado para detectar os sinais de “entupimento” das artérias da corporação. Deve observar onde estão os pontos de tensão e por que as equipes não estão dialogando. Ele deve se perguntar quais são motivos da falta de comunicação no sistema, rastreando cada “nó” da organização.

 

Fica a dica: a persistirem os sintomas de desconexão entre os departamentos, procure estimular a comunicação na sua empresa. Fim da mensagem.

 

Marcos Gross Scharf

Diretor da McGross – treinamento e consultoria

Doutorando, mestre e especialista em Gestão de comunicação

www.mcgross.com.br



Escrito por Marcos Gross às 10h22
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



 

COMO SE DESTACAR NA COMUNICAÇÃO

A propaganda sempre foi mestre na arte de produzir mensagens criativas que seduzem os consumidores. Para vender produtos ou serviços, a publicidade nunca abriu mãos de recursos estratégicos para “prender o foco” de espectadores ávidos por compras, informações e novidades.

Sabemos que os publicitários – mesmo intuitivamente – utilizam técnicas consagradas que ajudam as mensagens terem impacto junto ao público final. Segundo os manuais de propaganda, precisamos primeiro “chamar a atenção” das pessoas, depois “despertar seu interesse”, para finalmente motivá-las a agir. Nesse artigo quero compartilhar com o leitor algumas dessas táticas de comunicação que podem ser úteis no dia a dia pessoal e profissional:

CRIE MENSAGENS QUE CHAMEM A ATENÇÃO

Não passe despercebido. Use textos, fotos, símbolos, cores, formas e imagens que despertem a atenção do receptor. Produza algo inédito que quebre o padrão e a rotina. Acostumados a receber as mesmas mensagens no cotidiano, os seres humanos se entediam e ficam condicionados aos mesmos estímulos. Inove e surpreenda seu interlocutor com um elemento novo!

DESPERTE O INTERESSE DE SEU PÚBLICO-ALVO

Identifique o perfil do seu receptor, estude o máximo que puder as suas características psicológicas, sócio-econômicas e culturais. Analise quais são suas necessidades e desejos. Pergunte que temas provocariam a curiosidade desse tipo de público. Lembre-se que cada receptor representa um segmento  com suas particularidades. A sociedade é formada por nichos que têm gostos/valores/crenças específicos. Foque a tribo com quem está comunicando e alinhe sua mensagem.

MOTIVE SEU RECEPTOR

Estimule o destinatário da mensagem. Ofereça algo que lhe traga satisfação ou que possa resolver um problema que o aflige. Após depertar o interesse de alguém, é hora de seduzir, persuadir, convencer as pessoas a mudar, agir ou reagir a sua proposta. Coloque-se no lugar no receptor, pense como ele e entenda que motivos o fariam mudar suas atitudes.

AÇÃO!

Depois de chamar a atenção, despertar o interesse e motivar, chegou a hora de “colher os frutos” do seu investimento em comunicação. Em propaganda, ação significa conquistar o cliente a comprar determinado produto; para a comunicação como um todo, é importante promover uma mudança significativa de comportamento no destinatário que o faça refletir e repensar seus valores, transformando hábitos, crenças e, principalmente, atitudes. Fim da mensagem.     

  

Marcos Gross Scharf

Diretor da McGross – treinamento e consultoria

Mestre e especialista em Gestão de comunicação


www.mcgross.com.br



Escrito por Marcos Gross às 18h37
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



AS 8 FUNÇÕES DA COMUNICAÇÃO HUMANA

 Inspirado nas pesquisas de Stephen Littlejohn, reuni 8 atributos oferecidos pela comunicação para melhorar o relacionamento entre as pessoas e facilitar nossas atividades pessoais e profissionais. Afinal, para que serve essa tal de comunicação?

 FUNÇÃO 1: Comunicação é intercâmbio e transmissão de ideias:  

Sem essa troca e interação, não conheceríamos os outros nem poderíamos expor nossos pontos de vista às pessoas. Viveríamos isolados e fechados em nossas “conchas”. A comunicação permite que eu conheça outras realidades e que os outros passam conhecer a minha visão de mundo.

 FUNÇÃO 2: Comunicação é o esforço para compreender e ser compreendido pelos outros:

A chave é podermos decifrar o que as pessoas querem dizer, sermos decifrados por elas e sermos capazes de planejar aquilo que pretendemos transmitir aos demais.

 FUNÇÃO 3: Comunicação é redução de incertezas:

Quando há diálogo entre uma ou mais pessoas, as trocas de mensagens devem esclarecer, orientar e clarear as trocas de ideias para que possamos viver em um mundo com regras definidas e onde os objetivos possam ser compartilhados com segurança. A informação precisa e bem-elaborada agiliza as trocas de pensamentos.

 FUNÇÃO 4: Comunicação é conexão e vínculos entre as pessoas:

A comunicação interliga e quebra as distâncias entre as pessoas. É um elo que possibilita encontros entre partes que se encontram isoladas.

 FUNÇÃO 5: Comunicação é participação comum:

Quando interagimos uns com os outros, aquilo que era monopólio de um passa a ser compartilhado com outros (duas ou mais pessoas). Trata-se de uma experiência individual que passa a ser algo “em comum” com um interlocutor, grupo ou coletividade.

 FUNÇÃO 6: Comunicação é evocar lembranças:

Quando entramos em um site, checamos as mensagens no celular, assistimos a um filme e lemos um livro, estamos acessando lembranças e experiências de autores que passam a ser também compartilhadas por nós.

 FUNÇÃO 7: Comunicação é estimular e responder aos estímulos alheios:

Como emissor ou receptor estou sempre reagindo aos estímulos, sejam eles ideias em forma de textos, imagens ou sonoridades. Quando dialogamos com alguém, é como se respondêssemos as propostas de outros interlocutores.

 FUNÇÃO 8: Comunicação é afetar alguém (poder de influenciar):

Quando enviamos uma mensagem a alguém, queremos – consciente ou insconscientemente – que haja alguma mudança de atitude por parte do receptor. Quando nossa mensagem é assimilada pelo receptor, podemos dizer que o emissor influenciou e persuadiu o destinatário. Isso é poder. Fim da mensagem.

 

Marcos Gross Scharf

Diretor da McGross – treinamento e consultoria

Mestre e especialista em Gestão de comunicação

Autor do livro “Dicas Práticas de Comunicação” (editora Trevisan)

www.mcgross.com.br

 

 



Escrito por Marcos Gross às 15h02
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



A FORÇA DAS METÁFORAS

Quem já visitou Londres talvez teve a oportunidade de conhecer a lendária Trafalgar Square. A praça – localizada no centro da cidade – é uma homenagem à vitória sobre os franceses nas batalhas napoleônicas e está rodeada de vários leões escupidos em bronze. Para quem não sabe, o leão é o símbolo da Inglaterra. É claro, que por trás dessas alegorias, o império britânico quis transmitir ao mundo a ideia de que o povo inglês possui atributos “leoninos” como a coragem, a liderança e a determinação.  

No Brasil, tudo mundo conhece o “leão” da Receita Federal. A figura do felino nos avisa que precisamos ficar alertas para as declarações do imposto de renda daquele ano, senão o “bicho vai pegar”. Boa parte das empresas do ramo da segurança também utilizam animais em logomarcas. São águias, pumas, tigres e falcões que transmitem a ideia que oferecem aos seus clientes valores como força, agilidade e firmeza.

Os leões britânicos e da Receita Federal são exemplos de metáforas. As figuras metafóricas têm poder de comunicação porque estabelecem comparações entre as coisas. As qualidades e características de determinado animal ou objeto são incorporados a outro objeto.

Dizemos que Ana é uma “flor de garota” ou um “doce de menina” porque transferimos a delicadeza das flores e da doçura para tal pessoa. Podemos também afirmar que meu chefe tem um “coração como uma rocha” (insensível), que é como “um hipopótamo em uma sala de cristais” (grosseiro) ou que “tem um rei na barriga” (orgulhoso).

Por meio das metáforas, a mensagem é enviada de maneira direta e emotiva, facilitando muito mais a compreensão de um conceito que precisaria de muitas páginas para ser explicado. Os recursos metafóricos são mais divertidos e podem ser assimilados com mais clareza que as explicações literais, pois eles nos transportam para situações análogas a que estamos vivenciando em determinado momento.

Na comunicação entre a alta direção da organização com seus colaboradores, não é raro ouvirmos dos gestores que a empresa “voa em céu de brigadeiro”, que viveremos tempos de “vacas gordas” ou que os “ventos do mercado estão ao nosso favor”. E não faltam metáforas esportivas como “marquei um gol”, “pisei na bola”, “fui colocado de escanteio”, “dei uma furada”, “tomei um olé” etc.

Na comunicação humana devemos estar atentos como a “águia” e prudentes como a serpente. Fim da mensagem.

  

 

Marcos Gross Scharf

Diretor da McGross – treinamento e consultoria

Mestre e especialista em Gestão de comunicação

www.mcgross.com.br

 

Autor do livro “Dicas Práticas de Comunicação: boas ideias para os relacionamentos e para os negócios” (Editora Trevisan)



Escrito por Marcos Gross às 19h20
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



OS SEGREDOS DOS CÓDIGOS DA COMUNICAÇÃO

Paulo, um brasileiro recém-chegado a Frankfurt, flertou – por meio de olhares – com uma bela alemã no saguão do aeroporto. Em seguida, percebendo os sinais não verbais enviados pelo jovem, a garota tomou a iniciativa, aproximou-se e disse ao paulistano: Kannst Du mir Deine Telefonnummer geben? Como reação, o rapaz ficou paralisado e sem ação diante da garota germânica.

 Obviamente, Paulo não dominava a língua local e não compreendeu – em alemão – que a moça estava realmente “a fim dele”, pois – na tradução para o português – ela perguntara “qual era o seu número de telefone”. Uma oportunidade foi perdida para Paulo porque não dominava o “código alemão”.

 Línguas (portuguesa, espanhola, alemã ou francesa) são códigos, sistemas de sinais centrais na comunicação humana. Pessoas que não dominam determinada língua não compreendem a “lógica do código” desse idioma. Quando estudamos uma língua estrangeira, dedicamos muitos anos para decifrar códigos diferentes do nosso sistema nativo. Operadores de aeroportos, seguranças, médicos e analistas de TI utilizam seus próprios códigos profissionais. Para cada área de atuação existe uma linguagem específica que configura um código comum.

 Temos códigos abertos e fechados na comunicação. Os códigos fechados são mensagens convencionadas que não permitem dupla interpretação ou ambiguidade na interpretação. Já os códigos abertos permitem múltiplas leituras e significações. Os códigos oferecem ordem nas relações sociais, pois é através deles que as pessoas compartilham – sem ruídos – das mesmas mensagens.

 Se um diretor afirmasse que as vendas precisariam aumentar em 5% em relação ao ano anterior (acima de 550 mil itens), o código verbal seria claro, exato e “fechado”, ofertando parâmetros definidos aos receptores. Mas se o mesmo gestor declarasse “que nesse ano precisamos vender mais”, o resultado seria um recado vago e impreciso, pois a palavra “mais” – nesse contexto – levaria a múltiplas interpretações “abertas”. O que o diretor quis dizer com o termo “mais”: vender acima de 1%, 12% ou 30%? Confusão da equipe na certa.

 Todo motorista sabe – ao observar o semáforo de trânsito – que o sinal verde significa que o carro pode “avançar” e o vermelho comunica “parar”. Nas escolas, o sinal sonoro no final da manhã indica que aula se encerrou. Sinalizadores de “perigo, alta tensão”, “não pise na grama”, “lixo radioativo”, “cargas tóxicas” são códigos fechados conhecidos que podem ser facilmente reconhecidos pelas pessoas.

 Esses exemplos mostram como os códigos visuais fechados possibilitam aos receptores identificarem de forma imediata um determinado conceito, neutralizando qualquer ambiguidade. Para sobreviver na “selva” da comunicação, é bom compreender os códigos ao nosso redor e estar atento às mensagens “abertas” das pessoas. Fim da mensagem.

 

Marcos Gross Scharf

Diretor da McGross – treinamento e consultoria

Mestre e especialista em Gestão de comunicação

Autor do livro “Dicas Práticas de comunicação” (editora Trevisan)

 

www.mcgross.com.br



Escrito por Marcos Gross às 16h27
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]